12 tendências de gestão para 2017

08/01/2017

O ano de 2016 revelou um mundo cada mais conectado e essa tendência continua sendo o direcionador das grandes mudanças.

O ano está começando e, nesta época, é comum que os gestores comecem a se preocupar sobre como suas organizações serão impactadas pelas inúmeras mudanças que estão por vir.
 
Pensando nisso, fizemos um levantamento sobre as tendências de gestão para empresas em 2017, com base em dados de duas pesquisas: a Future of Work (Futuro do Trabalho) realizada pela ADP - consultoria de RH - com 2 mil funcionários de empresas no Brasil e em diversos países; e a FJORD - consultoria de design e inovação da Accenture.
 
Ambos os estudos são contundentes em afirmar que as novas tecnologias definitivamente estão mudando radicalmente a forma como vivemos, nos relacionamos e fazemos negócios.
 
Ficou interessado em saber quais são essas tendências para 2017? Então, confira a nossa lista.
 
1. Big Data
 
Big Data é um conjunto de dados muito grandes ou complexos que os aplicativos de processamento de dados tradicionais ainda não conseguem lidar. Os desafios desta área incluem: análise, captura, curadoria de dados, pesquisa, compartilhamento, armazenamento, transferência, visualização e informações sobre privacidade dos dados, os quais impactam diretamente o negócio de forma estruturada ou não.
 
Um bom domínio da Big Data garante uma análise preditiva mais acurada e precisa, que leva à tomada de decisões com mais confiança. Além disso, melhores decisões podem significar maior eficiência operacional, redução de risco e redução de custos.
 
A tendência é que, em 2017, o uso desses dados seja ainda mais presente nas organizações, que podem se aproveitar das informações levantadas para planejar estratégias e, consequentemente, crescer e vender mais.
 
2. Experiência social
 
Em 2017, haverá um aumento acentuado do interesse pela ética digital e uma ampliação do debate sobre o capitalismo consciente. As organizações, que já possuem foco na experiência do cliente e dos seus colaboradores, devem se dedicar também à experiência social. Isso significa levar em consideração o impacto que suas ações terão na sociedade e no meio ambiente, onde haverá custos ocultos e onde estarão mais expostas.
 
 
3. Pensar além do serviço ou produto
 
Com clientes e consumidores mais sofisticados, apenas o serviço ou os produtos oferecidos não são diferenciais de venda.
As marcas crescerão se trabalharem mais para demonstrar a clara diferença que podem fazer na sociedade. Mais do que experiência é preciso cultivar relacionamentos significativos com as partes interessadas.
 
Se uma organização não tiver um propósito maior do que o crescimento econômico, correrá o risco de ter valores que não ressoarão nas pessoas. No entanto, se o propósito é compartilhado com seu público e sua essência é clara, a geração de vínculo está garantida.
 
4. Inovação colaborativa
 
O maior desafio das organizações é se adaptar às inovações com agilidade. A solução é dar voz às partes interessadas e trazer inovação dirigida pelo usuário para o mercado, rápido.
 
As organizações terão de centrar seus esforços nas pessoas. A partir delas, a transformação ocorrerá. Será preciso, primeiro, inspirar pessoas/líderes/funcionários para criar, depois, um ambiente amigável às inovações e propenso a elas.
 
Coloque os usuários no centro do palco. Permita que os funcionários ajudem a definir o futuro da sua organização. Invista tempo e recursos em equipes de treinamento para desenvolver novas habilidades multidisciplinares. Incorpore equipes multifuncionais para sustentar a inovação.
 
 
5. Experiências virtuais
 
Realidade virtual e realidade aumentada se tornaram assuntos mais frequentes em 2016 e continuarão a ter espaço em 2017. Além disso, veio a realidade mista. O jogo Pokémon GO, por exemplo, foi um exemplo das realidades misturadas levadas a um mercado amplo. Esta iniciativa combinou realidade virtual e a “vida real” em uma única experiência. A tendência é que as marcas e empresas trabalhem mais com essa fronteira que mistura realidade virtual e real em seus serviços e experiências.
 
A empresa de e-commerce Alibaba Express, da China, uma das maiores do mundo, acaba de lançar uma experiência de compras virtual que permite adquirir produtos na loja de departamentos de Nova York Macy's, a milhares de quilômetros de distância.
 
 
 
6. Inteligência Artificial
 
A Inteligência Artificial (IA) está amadurecendo como ideia, embora ainda não seja uma realidade. Contudo, está evoluindo exponencialmente, como visto em chat bots (robôs de mensagem on-line), assistentes pessoais (Siri e Google Assistent) e outros programas de mensagens instantâneas. Em 2017, a IA continuará no foco de empresas e seus projetos, que precisarão torná-la mais emocionalmente inteligente e com mais capacidade de aprendizado - o que pavimentará o caminho para a nova geração de serviços digitais.
 
7. Storydoing ao invés de Storytelling
 
Em 2017, as organizações continuarão a contar histórias - focando no que elas estão fazendo, não apenas “no que estão dizendo” - o storydoing. Além disso, marcas terão de dar mais espaço para que os próprios consumidores contem as suas histórias, à sua maneira.
 
Para ir além de uma estratégia de marketing de conteúdo centrada na sua marca, concentre-se nas pessoas, dando ao seu público as rédeas para moldar e participar de suas próprias histórias. Desafie seu departamento de marketing a ser orquestrador, não criador dessas histórias.
 
8. Geração Z no mercado de trabalho
 
Chegou a hora de aprender a trabalhar com a geração Z, também conhecida como Millenium ou nativos digitais. É formada por jovens que nasceram a partir da metade da década de 90 até o ano de 2010.
 
O número da geração Z no mercado deve crescer muito em 2017 e as empresas devem saber como tratá-los, pois são pessoas que já nasceram em um mundo extremamente tecnológico e conectado, os quais, certamente, teriam muita dificuldade em trabalhar em uma organização com pensamento retrógrado e processos analógicos.
 
 
10. Home office
 
Com o advento da internet e do modelo empresarial de startups, cada vez mais as pessoas encontram formas de ganhar a vida por conta própria, muitas vezes, de maneira on-line. A liberdade de poder escolher como, onde e em que horário trabalhar dá o tom do futuro nas empresas. “A gente pode traduzir essa tendência como flexibilidade”, diz Mariane Guerra, VP de recursos humanos de ADP do Brasil. Entre os brasileiros, 77% querem ter controle e flexibilidade para trabalhar onde e do jeito que desejarem.
 
11. Educação corporativa a distância
 
A pesquisa O Futuro do Trabalho indica que 75% dos brasileiros entrevistados acham provável a adoção da tecnologia como o principal instrumento de aprendizado e registro de novos conhecimentos no meio corporativo.
 
As pessoas querem ter acesso ao aprendizado on-line e isso revoluciona a maneira como as empresas organizam seus treinamentos. A sofisticação das ferramentas de EAD tem paulatinamente enfraquecido resistências e essa modalidade de estudo, ano a ano, registra aumento no número de adeptos.
 
 
12. Autogestão
 
Mais uma tendência que aponta para o protagonismo do profissional no trabalho e para o avanço da tecnologia. Não há mais espaço para pegar na mão do funcionário e controlar sua produtividade. A administração do desempenho da equipe deixará de ser restrita aos gestores, o que deve redefinir a relação de trabalho entre superiores e subordinados. O mundo caminha para que as estruturas sejam menos hierarquizadas e mais colaborativas. Autogestão não significa que não haverá mecanismo de controle de desempenho. A tendência é que feedback e reconhecimento ganhem dinamismo e sejam feitos em tempo real.
 
 
Para se aprofundar mais sobre o tema, acesse os estudos completos:
 
 
 
 
 
 
 
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